Memória e cognição

Os 14 fatores de risco modificáveis para demência

· 7 min de leitura · Dra. Ana Luiza Figueirôa

Estudos recentes indicam que até 45% dos casos de demência poderiam ser evitados ou adiados agindo sobre fatores de risco modificáveis ao longo da vida.

Antes da lista, uma ressalva importante: fator de risco não é destino. Ter vários deles não significa que a demência vai acontecer, e não tê-los não garante que não aconteça. O que a ciência mostra é que, no conjunto da população, mexer nesses pontos muda a estatística — e vale a pena tentar.

A lista

  • Baixa escolaridade — anos de estudo na juventude e estímulo cognitivo ao longo da vida;
  • Perda auditiva — não tratada, reduz estímulo e favorece isolamento;
  • Perda visual não tratada — inclui catarata não operada;
  • Hipertensão — especialmente a partir da meia-idade;
  • Colesterol alto;
  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Depressão;
  • Isolamento social;
  • Traumatismo craniano — inclusive por quedas;
  • Poluição do ar.

Sozinho, cada um já pesa. Juntos, pesam muito mais — e é por isso que a avaliação olha o conjunto, não um item isolado.

O que dá para fazer com essa lista

Ela é útil porque transforma um medo difuso em tarefas concretas. Tratar a pressão, operar a catarata, adaptar o aparelho auditivo, retomar caminhadas, voltar ao grupo da igreja ou ao baralho de quinta — cada item tem um encaminhamento prático.

Uma ordem que costuma funcionar

  1. Comece pelo que já está diagnosticado e mal controlado (pressão, diabetes, colesterol).
  2. Trate audição e visão: são os que mais rapidamente devolvem convívio e autonomia.
  3. Inclua movimento na rotina, na intensidade possível hoje.
  4. Reative vínculos sociais — é fator de proteção, não é detalhe.
  5. Reveja com seu médico os medicamentos que afetam a cognição.

Perguntas frequentes

Não é possível afirmar isso. Reduzir fatores de risco melhora as probabilidades e traz outros benefícios de saúde, mas não elimina o risco individual.

Tratar a perda auditiva é hoje um dos pontos mais discutidos na prevenção, por manter estímulo cognitivo e convívio social.

O próximo passo

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